Thursday, February 15, 2007

Natal e ano novo…


Antes que o ano fique velho, deixe-me escrever sobre o nosso ano novo, isto é, sobre a nossa virada de 2006 para 2007! Mas, antes disso vem o Natal... então vamos por partes.



A cidade fica toda enfeitada. A Oxford Street (a Oscar Freire daqui) já exibe suas luzes desde novembro. As lojas, restaurantes e galerias mergulham numa competição comercialista para ver quem arrasta mais fregueses. Aquela multidão de pessoas sai das calçadas e invade a rua como formigas desesperadas pela última oferta. Se decidir ficar parado, má idéia, rapidamente é arrastado pela enxurrada de sacolas ou enlaçado por cachecóis sem donos. Melhor agarrar num poste ou brigar por um lugar no café mais próximo. Claro que isso não é nenhuma novidade para quem conhece a 25 de Março em véspera de carnaval (ai que saudades dos acampamentos!). A única diferença é o frio e o perfume francês. Mas voltando ao assunto inicial, a iluminação é linda.

Passamos o Natal em London e comemoramos duas vezes: uma com os amigos brasileiros e outra com os amigos ingleses. Fizemos uma ceia no dia 24 e convidamos alguns amigos para celebrarmos juntos. Como o flat é pequeno, tivemos lotação máxima! Os ingleses não comemoram a véspera do Natal. Abrindo um parênteses, eles não fazem nada no dia 24 à noite. A rotina não muda, saem do trabalho, vão pra casa, jantam e dormem. Nem papai Noel aparece (claro, ele deve estar ocupado no Brasil). Aqueles que ganham presentes (as crianças) acordam cedinho no dia 25 para conferir a árvore. Passam a manhã toda em casa se preparando para o almoço. Ah, isso sim eles comemoram! Almoçam como se não tivessem comido o ano inteiro. Fazem tanto peru que ficam comendo sorobô por meses (não sabe o que é sorobô!?). Meses mesmo... congelam peru assado e vão fazendo torta de peru, sanduíche de peru, salada de peru e o que mais inventarem. Bom, como nós tivemos duas comemorações de Natal, e também fizemos nosso peru para a ceia do dia 24, ainda estamos comendo peru congelado até hoje. E como somos apenas nós dois em casa, a previsão é que teremos peru até a páscoa. Hora de fechar aquele parênteses aberto no inicio do parágrafo.

Fomos convidados para o almoço de Natal na casa de uma família da igreja: a família Silva (!) que vocês já conhecem de outros posts. No dia 25 fomos para a casa deles de manhã e ficamos por lá o dia todo. Deixe-me aproveitar para explicar um pouco da tradição por aqui. Todos sentam à mesa e recebem um “Christmas cracker”, um tipo de cartuchinho de papel com uma espoleta. Duas pessoas puxam as pontas do cartucho até ele estourar. Dentro tem uma coroinha de papel, um brinquedo e um papelzinho com uma piadinha (geralmente sem graça). Você guarda o brinquedo, lê a piadinha e coloca a coroinha. Isto é para lembrar dos presentes que os reis do oriente trouxeram pra Jesus na estrebaria. Bom, depois do almoço é só curtir a tarde de frio torcendo pra nevar (o que nunca acontece), já que todo inglês é louco para ter um “white Christmas”.

Mas, além de tudo isso, teve uma coisa que realmente me impressionou. A quantidade de concertos e cultos especiais com músicas natalinas. Ah, uma maravilha! Fomos a um concerto de Natal no Royal Albert Hall que foi inesquecível (veja o filme no post de dezembro de 2006). Quase todas as igrejas anglicanas fazem seus “carol services”, cultos com músicas especiais de Natal. Fui em vários, mas fiquei com muita saudade de poder tocar.

O post já está longo e eu nem falei do ano novo ainda. Bom, passamos a virada na casa de um casal de amigos brasileiros. Passamos somente nós quatro, mas não poderia ser melhor. Luciana e Josué são amigos muito queridos. Pela cara das garotas dá pra perceber que a feijoada estava fantástica (nosso amigo Josué é chefe e trabalha no melhor restaurante brasileiro em London). E para melhorar, tudo isso sem Faustão!

Mas tem um pedaço muito importante que estou pulando. Nos dias entre o natal e o ano novo nós fizemos uma viagem para a Bélgica. As fotos vem nos próximos posts, aguardem...




Natal e ano novo
London

2006-2007








Friday, January 26, 2007

Amigo é coisa...


Uma das melhores coisas desta nossa vida em Londres é a quantidade de novos amigos que temos feito. A igreja aqui nos recebeu de braços aberto, muito hospitaleira, e fizemos amizade para a vida inteira. No Imperial College também encontramos pessoas fantásticas, tanto no meu trabalho, quanto no departamento da Lilian. Também por causa da variedade nas nacionalidades em Londres, podemos dizer que temos amigos de todos os continentes (exceto a Antártica... hehe)!

Pra relembrar, aí vai uma foto de uma viagem que fizemos para Sevenoaks, Kent, na primavera. A maioria das pessoas nesse grupo é de sul-africanos. Outro dia, Lilian e eu fomos praticar nosso Afrikaans (!) e saímos para jogar boliche com uns amigos. No final eram os sul-africanos que estavam falando português (e com sotaque mineiro, uai!). Não preciso falar que a Lilian deu outro show a destruiu no boliche, desbancando todos os marmanjos (e isso porque ela só consegue jogar com a bola leve-pluma-extra-penna).

Na seqüência, outra foto para relembrar a expectativa dos amigos antes da Copa 2006 (porque a Copa mesmo todo mundo quer esquecer por aqui). Esse pessoal aí em nossa casa faz parte do nosso House Group da igreja (ainda estão faltando dois). Todos moram na região sudeste de Londres e nos encontramos a cada duas semanas. Tem sido uma experiência muito agradável e enriquecedora também.

A seguir, algumas das meninas da LCPC, todas entre seus 2 e 30 aninhos. Esta foto é bem recente, tirada no domingo passado, logo após um almoço que tivemos na igreja. Estávamos indo para a casa de um casal de amigos passar a tarde (na verdade, a Lilian queria tomar chá). E tivemos uma surpresa: a nossa amiguinha de 2 anos (para casa de quem estávamos indo) decidiu ir conosco de ônibus. Apostamos que ela iria chorar, desistir e voltar para os pais, mas ela foi alegre e aproveitando sua aventura até chegar em casa. Surpresa para nós... maior ainda para os pais!

Por fim, alguns amigos que estão aqui em Londres na mesma situação que nós. Todos esses brasileiros são alunos de pós-graduação aqui no Imperial College. Nos encontramos pela primeira vez em uma recepção na embaixada brasileira. Certamente você verá mais fotos desse povo por aqui. Nesse pequeno grupo cobrimos o território nacional de Passo Fundo à Fortaleza, passando por Brasília e Varginha (é claro!).

Como não poderia faltar... uma típica comemoração de brasileiros afogando as mágoas numa feijoada. Repare no guaraná e na pimentinha brasileira no centro da mesa. E estava uma delícia! Novos amigos, bons amigos... mas, como sentimos falta dos velhos amigos! Logo poderemos encontrá-los (é o que está escrito no ímã da minha geladeira).


2006/2007

Novos amigos

London




Saturday, January 20, 2007

Os carros que não temos...

Este post é dedicado aos carros que nós não temos. Também, nem estamos precisando. Claro que tem horas que sentimos uma saudade do velho Fiestinha, que apesar de bem usado nunca nos deixou na mão. Principalmente nos dias de chuva (que são muitos durante o ano).

Se você passar muito, mas muito tempo aqui em Londres, terá direito de reclamar do transporte público. Mas, claro que nós não tempo suficiente para isso (e nem vamos ter). Usamos metrô e ônibus todos os dias e muito raramente precisamos pegar táxi.

Claro que a nossa referência está em São Paulo! O que faz o sistema de transporte londrino ser admirável. Só para você ter uma idéia, a “grande Londres” tem cerca de 8 milhões de habitantes e uma área muito menor que a “grande São Paulo”. O sistema de metrô é o mais antigo do mundo (1863!) e é composto por uma malha que atravessa a região metropolitana praticamente inteira. Por ser um sistema muito antigo, vive em manutenção, o que causa um pouco de dor de cabeça de vez em quando. Mas tudo bem organizado e informado na medida do possível.

Por outro lado, só para você ter uma idéia, a “grande São Paulo” tem cerca de 20 milhões de habitantes numa área gigantesca (compare as duas cidades no Google Earth!). Apesar de ser um sistema novo e muito eficiente, a pequena malha ainda está em desenvolvimento (como fomos lembrados nessa última semana), fazendo com que os carros sejam uma necessidade.

Bom, escrevi tudo isso pra falar dos carros daqui de Londres (desculpa pelo tamanho e chatice do texto). Pra falar dos carros que nós não temos, ou dos carros que nós não precisamos. Aqui tem cada carrinho curioso! Os londrinos são apaixonados por “minis”. O que até faz bastante sentido! É a solução mais adequada para um carro urbano (olha eu voltando para o post técnico...).

Nestas fotos você acompanhou algumas preciosidades que encontramos nas ruas. Este post é dedicado ao tio Márcio, que adora aquele filme com os Minis. Também fico pensando como meu primo Marcelo faria pra entrar num destes...

Minis
London

2006

Wednesday, January 17, 2007

London, um ano, quatro estações...

Como passou rápido! Daqui há alguns dias completaremos um ano aqui em Londres. Eu cheguei no dia 22 de janeiro de 2006. Vim antes da Lilian para arrumar um lugar pra gente morar. Oficialmente, comecei o doutorado no dia 25 de janeiro e a Lilian chegou no dia 11 de fevereiro.

Hoje dei uma passeada pelo blog para relembrar os fatos. Quanta coisa já aconteceu, quantas mudanças e experiências. Colecionar fotos e textos é a coisa mais fácil. Difícil é olhar para trás e avaliar tudo o que aconteceu. Pensar em cada ocasião, aprender com as experiências e guardar tudo no coração e na memória.

Quando tive a idéia de começar este blog não imaginava que gostaria tanto de escrevê-lo. Até porque não imaginava quantos amigos fossem lê-lo. Sem dúvidas ele ajuda a aliviar a nossa saudade e traz muita satisfação. Nesta seqüência de fotos você acompanha quatro momentos desse nosso primeiro ano em Londres. Fotos inéditas no blog, uma para cada estação do ano.

Começando pelo úmido inverno quando chegamos, a primavera florida nos Royal Parks, o verão inesperado que até hoje não entendemos e o outono com as cores que não conhecíamos.

Sem dúvidas foi um ano muito bom.
Graças a Deus por tudo isso!

Que Ele abençoe a todos em 2007!


Quatro estações

London
2006

Friday, December 22, 2006

Feliz Natal!

Desejamos a todos os nossos amigos
um Feliz Natal e um ótimo ano novo!

Deus abençoe a todos! Voltamos em janeiro.
Para animar, aí vai um vídeo do Concerto de Natal que assistimos no Royal Albert Hall no dia 21/12/2006. Enjoy!






Se o filme não rodar no blog (por causa desta versão beta), use este link abaixo:
http://video.google.com/videoplay?docid=4456499112133727753&hl=en-GB


Abraços com saudades,
Guto e Lilian

Outono em Paris... (Parte 5)

Finalmente! Chegamos ao nosso último dia em Paris. Depois dessa maratona em quatro dias chegamos aos finalmentes. Na manhã do dia 5 de outubro saímos logo cedo do hotel de fomos para o Palais du Luxembourg. Um palácio usado por muitos dos reis da França que tem um jardim imenso, incluindo um pomar de macieiras e pereiras, fontes e bosques como os franceses gostam. Da até pra imaginar aquelas dondocas do século XVIII, passeando com sombrinha e vestido rodado, acompanhadas por aqueles figuras de cabelos brancos, pó-de-arroz e calça justa (!). Os jardins são muito bem cuidados e muitas pessoas vão para lá fazer caminhada e exercícios. Encontramos um grupo de crianças de uma escola fazendo aula de educação física de sapatos (coitadinhos, os francesinhos não sabem nem correr, quanto mais jogar bola na rua!).

Passamos boa parte da manhã nos jardins e depois seguimos para o Musee du Louvre. Chegamos no museu e deu o que fazer pra não deixar a Lilian comprar mais um favo com nutella na praça. Como já tínhamos conhecido o lado de fora do museu em um outro dia (quando a Lilian comeu seu primeiro favo), fomos direto para a entrada. Entrando pela pirâmide de vidro, você chega no saguão principal, no sobsolo, com acesso para todas as alas do museu. Arrumamos um mapa e, sem mais delongas, tocamos em marcha rápida para encontrá-la: ela, a Monalisa. Acho que pelo menos 90% das pessoas que entram no Louvre vão direto para a sala da Monalisa. Então, não foi preciso nem olhar no mapa, quase não foi necessário andar, fomos levados pela multidão. Sabe a saída do metrô da Sé às 6:30 da tarde? Então, só que com aroma francês (ainda bem que era outono!) .

No caminho vimos muitas outras obras de igual importância (ou até mais fascinantes). Chegando na sala, lá estava ela sozinha em sua parede sorrindo pra nós. Tenho certeza que quando ela nos viu chegar deu uma piscadinha. Mas, eu fingi que não vi e retribui com um sorriso misterioso só pra deixar ela incomodada. Ai ai... poderia deixar posts e mais posts descrevendo a visita no Louvre, mas não dá tempo. O Natal já está chegando e eu ainda estou escrevendo de outubro! Quem quiser saber mais, me liga que eu conto. Mas, não poderia deixar essa foto que tiramos dentro do museu. Repare no desenho da francesinha. Nesse museus encontramos muitos alunos de artes caprichando nos desenhos: a melhor forma de aprender com os originais.

Na saída do museu, cruzamos mais uma vez os jardins em direção ao favo da Place de la Concorde, a praça das armas de Paris (eu sei , eu sei, também não resisti). No caminho, tiramos essa foto debaixo do Arc de Triomphe du Carrousel, mais um dos arcos contruídos por Napoleão para comemorar suas vitórias. O dia já estava terminando. Ficamos praticamente o dia todo dentro do Louvre e não vimos nem um quarto do museu! Muito grande, muito bonito e também muito bem organizado. Fantástico, outro sonho realizado! Quem for visitar Paris, recomendo que deixe um dia inteiro para conhecer o Louvre, vale a pena.

Voltamos para o hotel, pegamos as malas que já estavam prontas e fomos caminhando para a estação pegar o Eurostar de volta para Londres. Claro, uma paradinha pra tomar o último café com croissantes na França (se tivesse favo, aposto que a Lilian comeria mais um). Essa foto foi tirada no terminal do trem, minutos antes de embarcarmos. Fizemos uma viagem tranquila, jantamos no trem e chegamos em Waterloo a noite.

Com certeza foi uma viagem inesquecível: aprendemos muitas coisas; realizamos muitos sonhos; provamos muitos pratos e aprovamos muitos vinhos; conhecemos tantos lugares e subimos tantas escadas que até fez bem para meu condicionamento físico. Se você tiver a oportunidade, conheça Paris.

Fez-se tarde e manhã: o quinto dia, o final dessa viagem. Até a próxima! Entre o Natal e o ano novo vamos conhecer a Bélgica... aguarde!

05/10/2006
Palais du Luxemboug,

Musee du Louvre
Paris

Tuesday, December 12, 2006

Outono em Paris... (Parte 4)

Queridos amigos, desculpem a demora. Como diria meu pai: "o trem aqui ta feio!" Estamos trabalhando muito nessa época e acaba sobrando pouco tempo pra escrever. Com tanto atraso, estou acumulando um monte de fotos de Londres para postar, mas, primeiro, tenho que acabar com essa viagem para Paris. Afinal, o inverno já chegou e ainda estamos falando do outono. Preparem-se, este foi o dia mais bonito em Paris!

Dizem que em Paris morava um tal de Rei Sol, mas acho que ele já se mudou pra outras bandas. Finalmente, no quarto dia, ele resolveu aparecer para uma visitinha. E uma visita mais que esperada! O dia amanheceu bonito, com o frio e o vento do outono, mas com o céu bem limpo. Opa, mais um café da manhã reforçado pra sustentar a caminhada e “bora pra rua”. Pegamos o metrô perto do hotel e fomos até o Jardin des Plantes, o jardim botânico dos parisienses. Muito bonito e bem cuidado, com árvores de vários lugares do mundo. Neste parque ficam instalados vários museus de história natural e também a École de Botanique.

O horto fica no sudeste da cidade bem na beira do rio. Saímos do parque e fomos andando até Notre Dame. De lá pegamos o bateau-bus (ônibus-barco) e fizemos um passeio pelo Seine desde o Jardin dês Plantes até a outra ponta à oeste. No caminho vimos os principais pontos de Paris do rio e aprendemos como a cidade cresceu em volta do Seine. O passeio pelo rio é fantástico, fortemente recomendado (assim como o passeio de barco pelo Thames em Londres). Depois da longa viagem de quase uma hora, chegamos lá: na Tour Eiffel! Descemos do barco no pé da torre, mas fomos caminhando para o outro lado, em direção aos Jardins du Trocadéro, para termos uma vista de longe, deixando o melhor para o final.

Depois de muitas fotos, atravessamos a ponte, passamos por debaixo do arco da torre e seguimos caminhando para o sul pelos Parc du Champ de Mars em direção à École Militaire. jardins. “Ué? Mas vocês não subiram na torre?”, você pergunta. “Subimos sim”, eu respondo, “mas, subimos de tardezinha, para ver o anoitecer. Afinal, Paris não é a Cidade Luz?. Fomos conferir.” Mas, antes, fomos fazer uma visitinha para Napoleão (ou o que sobrou dele). O túmulo do Napoleão fica no domo central da igreja de Lês Invalides. Hoje, este complexo gigantesco reúne vários museus importantes, a maioria relacionada com as guerras. O galeria da Segunda Guerra é fantástica. No passado, foi usado como escola militar, hospital para os inválidos de guerra e até como sede do governo. Quando os restos mortais de Napoleão foram trazidos de Santa Helena, fizeram uma tumba especial para ele bem no centro da igreja, já que o seu último desejo era que “seus ossos descansassem junto ao Seine”.

Muito tempo depois, saindo deste labirinto de museus, voltamos pelo Campo de Marte em direção a Tour Eiffel. Compramos nosso bilhete e entramos na fila. Pegamos o elevador direto para o segundo andar, onde funciona um dos restaurantes mais concorridos da cidade. Mais um pouco de fila, desta vez com vista e vento panorâmicos, e subimos para o terceiro e último andar. Ainda era dia e o sol estava bonito. Andamos ao redor do topo diversas vezes identificando todos os pontos lá em baixo (na verdade, a Lilian deu só duas voltas, depois eu dei as outras 17 sozinho). Felizmente encontramos um banquinho e pudemos esperar o anoitecer sentados.

Não dá pra descrever a vista da torre. A Cidade é mesmo muito bonita iluminada. É um mar de luzes piscando com um rio que corta pelo meio. Vários palácios e prédios públicos bem iluminados ponteiam com cores até onde a vista alcança. Logo após o pôr-do-sol a torre é iluminada. Imediatamente um monte de maquinas fotográficas começam a piscar por toda Paris tirando fotos da torre e alegrando ainda mais a vista de lá de cima. Acima to terceiro andar há um feixe de luz bem forte que fica girando como um farol iluminando a cidade. Tenha certeza: quem for a Paris tem que subir na Tour Eiffel!

Depois de muito tempo lá em cima, descemos parando nos outros dois andares. Mais fotos noturnas debaixo do arco e fomos caminhando novamente na direção do Trocadéro para tirar mais fotos. Sem dúvidas foi o dia mais bonito em Paris. Também o dia em que mais aprendemos sobre a historia desse povo. Desde o jardim botânico pela manhã, o passeio de barco, as caminhadas, até os museus e a torre, tudo foi muito bom: o melhor dia em Paris. Um sonho realizado!

Depois de tudo isso, deste sobe e desce – percebemos que o dia anterior tinha sido só um treinamento – voltamos mais uma vez para o Quartier Latin, desta vez para comer um crepe: uh-la-lá! Voltamos para o hotel... banho e cama. Fez-se tarde e manhã: o quarto dia.


04/10/2006
Tour Eiffel, Les Invalides
Paris

Thursday, November 16, 2006

Outono em Paris... (Parte 3)

Depois de alguma espera – talvez para criar um suspense, talvez não – finalmente chegou o terceiro dia em Paris. Acordamos ainda cansados da longa caminhada no dia anterior, mas esquecemos as dores musculares quando sentamos na mesa pra tomar café da manhã: croissants et petits pains au chocolat para agüentar até a hora do almoço. Pegamos o metrô perto do hotel na estação Jaques Bonsargent e seguimos para Oeste, na direção de Champs Elysées. Descemos na estação bem abaixo do Arc de Triomphe e, quando subimos as escadas para a superfície, lá estava ele nos esperando.

Não! Não o Arco, mas o soldado desconhecido. Não conhece? Claro, por isso ele é desconhecido (hehehe). No centro do monumento, bem abaixo do arco central, está a tumba do soldado desconhecido. Lá foi enterrado um soldado francês que morreu na Primeira Guerra Mundial e foi homenageado em nome de todos os franceses que morreram em guerras. A sepultura fica no nível do chão, é cercada por flores e tem uma chama que nunca se apaga. Este tipo de monumento se repete por toda a Europa. Quase todas as capitais têm uma homenagem ao seu soldado desconhecido. Em Londres, ele está sepultado na Westmister Abbey.

Claro que nós subimos ao topo do Arco, e como subimos... Aliás, como Paris é a cidade das torres, também é a cidade das escadas em espiral. A Lilian contou todos os degraus que subimos durante esta viagem: um número que precisa ser escrito em potências de 10! (lembre-se que eu sou engenheiro). O dia estava chuvoso, mas foi possível uma vista fantástica de Paris. O Arco já fica no alto de um morro e de lá de cima enxerga-se toda a avenida Champs Elysées à Leste, a curva do rio Seine com a Torre Eiffel ao Sul e La Defense à Oeste. Também da pra ver o Champ de Bagatelle, onde Santos Dumont voava com muitos de seus balões e, finalmente, em 1906, o 14-Bis.

Descemos do arco e fomos caminhar pela Champs Elysées na direção do Musée du Louvre. A avenida é uma seqüência de lojas e mais lojas. Com aquelas vitrines que toda mulher sempre sonhou em conhecer. Sabe todas aquelas grifes que você ouviu falar? Então, estão todas lá, ao lado de tantas outras que eu nem imaginava que existiam. Foi um passeio divertido. Em algumas lojas nós entrávamos só para perguntar o preço das coisas e dar risada. E rimos muito, muito... porque até agora não entendemos como alguém pode comprar uma bolsa que custa €3000,00 (três mil euros!) para carregar seu cachorrinho dentro dela! Será que o bichinho pelo menos saberá ler aquelas duas letras que se repetem hipnoticamente na estampa: LV? Bom, deixa pra lá. O passeio foi ótimo e a Lilian saiu feliz com uma sacolinha.

Descendo o morro, após o almoço, chegamos nos Jardin des Tuileries com um pouco de chuva (outono, né?). Um jardim muito bem cuidado que liga a Place de la Concorde ao Musée du Louvre. Fomos caminhando pelo jardim até a frente do Museu, mas não entramos, deixamos para um próximo dia. De lá, atravessamos por dentro do museu e saímos na margem do rio. Atravessamos para a margem sul onde existem muitas galerias de arte, uma atrás da outra, uma mais esquisita que a outra. Nessa altura já estávamos procurando um lugar quente e seco pra sentar e relaxar as pernas: nada melhor que um café na esquina. Nesta foto você sente um pouco da atmosfera do momento: ao fundo está a fachada sul do Museu. Café tomado, hora de continuar...

Seguimos andando na mesma calçada, atravessamos pela École des Beaux-Arts e chegamos atrás de um dos museus mais bonitos de Paris: o Musée D’Orsay. O prédio foi inicialmente construído como estação de trem em 1900 e depois foi restaurado e transformado numa galeria para receber pinturas, esculturas, móveis e fotografias, principalmente de artistas franceses. Fizemos dois grandes amigos lá, na verdade, são dois amigos grandes: o meu tive que deixar do lado de fora, mas a Lilian encontrou o seu do lado de dentro. Impressionante também é o relógio bem no centro da fachada. Ele tem duas faces, uma interna e outra externa, e funciona desde a época da estação (repare na foto da Lilian).

Depois de um longo dia como este, com mais caminhadas e escadas em espiral, nada melhor que um jantarzinho. Pegamos um ônibus até o querido Quartier Latin e encontramos mais um restaurante muito agradável. Foi dia de provar a famosa fondue. Preciso fazer algum comentário? Olha só a carinha da menina... Voltamos para o hotel de metrô... zzzZZZ. Fez-se tarde e manhã: o terceiro dia.

03/10/2006
Champs Elysées, Musée D’Orsay
Paris